1 - Como surgiu o universo.
Como
poderíamos responder à essa pergunta? Se concordarmos com os
cientistas, diríamos que o cosmo foi criado a partir de uma grande
explosão, que deu origem a tudo. É isso que diz a teoria do Big Bang.
Apesar de ser a mais aceita pela ciência, o Big Bang nunca foi
comprovado e talvez nunca seja. E, o conceito-base de praticamente todas
as religiões acreditam que o mundo foi criado por uma entidade suprema.
Mas, o que existia antes do Big Bang? Na opinião do astrofísico Marcelo
Gleiser, autor do livro "A Dança do Universo", antes do Big Bang não
havia nada. "Não existia um antes. Esse tipo de pergunta nasce do
preconceito comum de querer encontrar um evento anterior a tudo. O tempo
simplesmente não existia. Ele surgiu com a criação", diz Gleiser. "A
verdade é que, no que se refere à descrição dos fenômenos do início do
Universo, ainda não há uma teoria que possa ser dada como certa e
definitiva", afirma José Ademir Sales de Lima, do Instituto de
Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São
Paulo.
A polêmica sobre essa pergunta é tão intensa que até hoje a ciência não
conseguiu chegar a uma única resposta. São diversas as teses a respeito
do exato momento em que se inicia a vida humana. Duarante a Idade Média,
imperava a teoria de que ela só começava no instante do nascimento.
Hoje essa idéia e totalmente descartada. As mais aceitas (e discutidas)
pela comunidade científica afirmam que a vida começa:
* Com a fecundação;
* Com o início da atividade cardíaca;
* Com a formação do sistema nervoso central;
* Com início da atividade cerebral;
* Com a nidação (ou implantação) - o momento em que o embrião se firma na parede do útero;
* Com o surgimento do feto, ou seja, a partir da 9ª semana de gestação.
3 - Quanto usamos nosso cérebro?
Será que podemos alcançar 100% do potencial de nosso cérebro? Durante um
bom tempo acreditava-se que usávamos apenas 10% da capacidade cerebral.
O fato é que, até hoje, a ciência não sabe precisamente quanto
utilizamos de nosso potencial cerebral. "Embora existam especulações
sobre o assunto, já sabemos, graças ao estudo de imagens funcionais do
órgão, que nos valemos de todas as suas áreas, de maneiras diferentes.
Mas o percentual que utilizamos ainda é uma incógnita", afirma a
neurocientista Suzana Herculano-Houzel.
4 - A Alma existe
Em 1907, o médico americano Duncan MacDougall dedicou-se a comprovar a
existência da alma. Com base em experimentos, ele chegou a afirmar que a
alma não apenas existe como também tem peso específico. Sua teoria diz
que todo ser humano, não importa o tamanho ou a idade, perde exatamente
21 gramas no momento exato da morte. Para MacDougall, seria esse,
portanto, o peso da alma. Pessoas que passam por Experiências de Quase
Morte (EQM), tem a sua alma projetada para fora do corpo, quando vive um
trauma de quase morte. Algumas pessoas chamam de alma, outras de
consciência. Independente da nomenclatura, trata-se de algo inexplicável
e que gera embates. "Não temos uma definição precisa do que vem a ser a
alma. Mas pelas pesquisas realizadas, entendemos que ela não é o
cérebro nem um tipo de energia conhecida pela física, o que torna sua
busca um desafio maior para a ciência", afirma Marcelo Silva,
coordenador do Instituto Internacional de Projeciologia e
Conscienciologia.
5 - Animais pensam?
A informação é contundente: o cérebro dos golfinhos tem maior
concentração de neurônios do que o nosso. Para que tudo isso e como
esses cetáceos utilizam todo esse potencial ainda é um mistério. Mas já é
sabido que eles estão entre os animais mais inteligentes da Terra: são
capazes de se reconhecerem, lembram de fatos do passado, têm linguagem
muito similar a nossa (com palavras, gestos e movimentos) e até ajudam
humanos em perigo. Uma história interessante: é comum nas regiões
habitadas por golfinhos, grupos de machos seguirem os barcos. Durante
muito tempo, prevaleceu a idéia de que era um tipo de brincadeira. Ledo
engano. "Os macho fazem isso para afastar o barcos das fêmeas e
filhotes. Já que as embarcações invariavelmente seguem os golfinhos, é
uma excelente estratégia", diz o oceanógrafo José Martins da Silva
Júnior.
6 - É possível viajar no tempo?
"Nunca pense no futuro. Ele chega rápido demais." Quando disse a frase, o
físico alemão Albert Einstein provavelmente não fazia uma alusão à
possibilidade de viajar no tempo. No entanto, todas as hipóteses
formuladas atualmente sobre o tema sustentam-se na Teoria da
Relatividade, formulada por ele em 1905. Segundo tal teoria, o tempo
passa mais devagar à medida que um objeto se aproxima da velocidade da
luz (cerca de 300 mil km/s). "Isso significa que, se passarmos um ano
viajando pelo espaço a uma velocidade muito próxima à da luz, quando
voltarmos à Terra terão se passado 100 anos aqui", diz o astrofísico
Richard Gott, da Universidade de Princeton, nos EUA. "A viagem para o
passado não existe. A idéia viola o princípio da casualidade, que
entende que toda série de eventos depende de uma ordem de causa e
consequência", diz o astrofísico Marcelo Gleiser.
7 - É possível ter premonições?
Quando o analista de sistemas Rodolfo Rossi, 24 anos, partiu de São
Paulo para Santa Catarina, num ônibus de excursão, sua mãe (a dona de
casa Divina Andrade, 54 anos) sentiu um aperto no coração, uma sensação
pesada, como se algo de ruim estivesse para acontecer ao filho. Para o
psicoterapeuta Ascânio Jatobá, Divina estava tendo uma premonição. Os
cientistas, obviamente, não acreditam em avisos vindos do além ou coisa
do gênero e explicam o sentimento da mãe de Rodolfo de uma forma mais
racional. "Nosso cérebro tenta ver o futuro o tempo todo. Em situações
de conflito e stress, calculamos as probabilidades de algo ruim
acontecer", diz a neorocientista Suzana Herculano-Houzel. No caso da
dona de casa Divina, sua intuição funcionou. Durante a viagem do filho,
houve uma ação da polícia contra brigas localizadas e o rapaz, mesmo sem
estar envolvido na confusão, acabou sendo ferido por uma bala de
borracha. "Creio que tive uma premonição", diz a mãe.
8. O que define nossa sexualidade?
"Nasci Gay", afirma o estilista Isaac Ludovic, 22 anos. Ele se lembra de
sua infância em Barreiras, interior da Bahia, e diz que já naquela fase
era convicto de que pertencia ao universo feminino. "Minha diversão era
me vestir de menina e brincar com bonecas." Já o namorado de Isaac, que
prefere não se identificar, a história foi diferente. Já haviam passado
a infância e a adolescência quando ele descobriu que era homossexual.
De acordo com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, "o interesse
sexual é definido biologicamente no início da gestação e não há nada que
se possa fazer." Mas e o caso do namorado de Isaac que até os 22 anos
pensava ser heterossexual? Para o psicólogo Oswaldo Rodrigues Júnior, do
Instituto Paulista de Sexualidade, o indivíduo não nasce com a
sexualidade definida e pode mudar de orientação.
9. A fé pode curar?
Existe milagres? Uma pessoa pode ser curada simplesmente pela força de
sua fé? É muito provável que essas perguntas nunca sejam respondidas.
Pelo menos, não de uma forma que agrade a religiosos e cientistas. Mas
uma coisa já é consenso entre estudiosos: a fé pode, sim, auxiliar na
recupeção de um doente. Estudos comprovam que a devoção ativa partes do
cérebro que causam bem-estar, dão mais esperança e positivismo ao
paciente e deixam o enfermo relaxado (fatores que auxiliam na
recuperação). "Quando a mente se envolve no processo de cura por meio da
fé, ela ativa mecanismos que influenciam o corpo, auxiliando. Mas isso
não quer dizer que a fé possa curar alguém", afirma o neurocientista
Alfredo Pereira Júnior.
10. Por que nos apaixonamos?
Aparência física, instinto de preservação da espécie, hormônios à flor
da pele ou uma flechada aleatória do cupido. As hipóteses são muitas,
mas a pergunta acima persiste. É um mistério que há muito tempo os
cientistas tentam explicar, no entanto, não há uma resposta definitiva.
Tudo indica que a paixão não tem um motivo isolado, mas, sim, um
conjunto de razões. De acordo com pesquisas, o ser humano define uma
cara-metade. E, quanto maior a semelhança com o alvo desejado, mais
chance de rolar uma paixão.
11. Quando e como o mundo vai acabar?
Estamos a cinco minutos do apocalipse. Pelo menos é o que diz o Relógio
do Fim do Mundo uma criação do Bulletin of the Atomic Scientists, grupo
de cientistas que avalia a proximidade de uma catástrofe global.
Independente da ação do homem, fato incontestável, sabemos que a
extinção do planeta é um acontecimento inevitável e, muito
provavelmente, o responsável por isso será o Sol, cuja energia permite a
vida na Terra. Em cerca de 5 bilhões de anos o Sol se tornará uma
estrela gigante, vermelha, que se expandirá e destruirá os planetas que
encontrar pelo caminho (inclusive o nosso). "Portanto, se até lá o homem
não destruir a Terra, o apocalipse ocorrerá de qualquer maneira", diz
José Ademir Sales de Lima, do Instituto de Astronomia, Geofísica e
Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). Claro que tudo
pode acabar com a colisão de um asteróide com a Terra ou (por que não?)
uma invasão extraterrestre. Teorias não faltam.

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