Vivemos em uma época amaldiçoada pela frase “somos todos
iguais”. Essa afirmação tem realmente um fundo de verdade, contudo não podemos
levá-la cem por cento ao pé da letra, pois pode acabar criando-se uma
uniformidade prejudicial.
Vemos na música, por exemplo, uma pasteurização. Visualmente
não distinguimos qual o estilo do artista. Sonoramente também não. Todos soam
iguais. Até mesmo para classificá-los na prateleira da loja é complicado. Na dúvida
se coloca o termo ‘pop’.
Essa foi a queda do pop. Até mesmo ele caiu por terra com a
padronização. Nem o pop é mais pop.
Agora um disco de sertanejo universitário, de funk ostentação
e de rock se misturam nos ouvidos. Quem é quem?! Onde está a identidade?! Onde
está a individualidade?!
Daqui a pouco nem popcorn será fácil de engolir.

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