7 de novembro de 2013

A pasteurização do mundo




Vivemos em uma época amaldiçoada pela frase “somos todos iguais”. Essa afirmação tem realmente um fundo de verdade, contudo não podemos levá-la cem por cento ao pé da letra, pois pode acabar criando-se uma uniformidade prejudicial.

Vemos na música, por exemplo, uma pasteurização. Visualmente não distinguimos qual o estilo do artista. Sonoramente também não. Todos soam iguais. Até mesmo para classificá-los na prateleira da loja é complicado. Na dúvida se coloca o termo ‘pop’.

Essa foi a queda do pop. Até mesmo ele caiu por terra com a padronização. Nem o pop é mais pop.

Agora um disco de sertanejo universitário, de funk ostentação e de rock se misturam nos ouvidos. Quem é quem?! Onde está a identidade?! Onde está a individualidade?!

Daqui a pouco nem popcorn será fácil de engolir.


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