1 – O açúcar dos alimentos industrializados já fornece uma grande quantidade de frutose
O açúcar adicionado aos alimentos, assim como os xaropes de milho,
são formados por metade glicose e metade frutose. Ao passo que a glicose
é essencial para várias atividades metabólicas, a frutose não é. Aliás,
o único órgão que consegue metabolizar a frutose é o fígado e, quando
este já está cheio de glicose, a frutose é imediatamente transformada em
gordura. Quem come muito açúcar está sujeito a ter doenças como a
diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, além dos mais óbvios como
obesidade e doenças hepáticas.
2 – Açúcar não contém nenhum tipo de vitaminas ou minerais
Açúcar é o que se chama de “caloria vazia”, ou seja, um alimento que
não possui qualquer outra função a não ser fornecer energia. Alimentos
industrializados como refrigerantes possuem uma quantidade muito pequena
de minerais e/ou vitaminas se comparada à quantidade de açúcares.
3 – Açúcar não dá sensação de saciedade
Estudos comprovaram que a frutose (componente abundante do açúcar,
lembra?) provoca menos saciedade que a glicose, pois aumenta o fluxo
sanguíneo no hipotálamo, região do cérebro responsável pela sensação de
fome, estimulando a ingestão de mais comida. Outro fator é que o excesso
de frutose não reduz a produção do hormônio da fome, a Grelina – quanto
mais grelina, mais fome.
Com isso, é muito provável que após comer um doce ou encher a barriga
de refrigerante, você sinta fome mais rapidamente do que se tivesse
comido algo saudável.
4 – Açúcar vicia (de verdade!)
Açúcar aumenta a produção da dopamina, hormônio responsável
pela sensação de bem estar; de fato, trata-se do mesmo funcionamento de
drogas como a cocaina. Por conta dessa sensação, pesquisadores afirmam
que pessoas predispostas ao vício provavelmente irão procurar o açúcar como forma de recompensa.
5 – Açúcar provoca o depósito de gordura no fígado
O fígado, como já falado, é o único órgão capaz de
metabolizar a frutose; quando nele há pouco glicogênio, a frutose entra
em seu lugar para desempenhar
o papel. O problema é que quando as pessoas comem açúcar, elas
provavelmente já estão com o fígado cheio de glicogênio, provocando a
imediata transformação da frutose em gordura que começa a não somente se
espalhar pelo corpo, como a se depositar nas imediações do órgão. O
risco dessa condição é a evolução para uma doença mais grave.
6 – Açúcar é ruim para o sangue
Os VLDL, sigla inglesa que significa
“lipoproteínas de densidade muito baixa” e são ricos em triglicerídeos e
colesterol. LDL é o que se conhece
popularmente como o “colesterol ruim”, mas que, em níveis normais, é
essencial ao organismo. Estudos comprovam que o consumo em excesso de
açúcar provoca um aumento significativo do nível de VLDL no sangue,
tornando mais provável o aparecimento de síndromes de obesidade,
cardíacas e hepáticas. É dito que quem consome muito açúcar
provavelmente não terá uma vida longa. Pense nisso!
7 – Açúcar causa resistência à insulina
A função primordial da insulina é carregar glicose do sangue para
dentro das células de todo o corpo. Quando se tem uma dieta rica em
açúcares, as células passam a adquirir resistência à insulina de modo a
fazer o pâncreas secretar cada vez mais a substância no organismo.
O problema é que a insulina também é responsável por “dizer”
às células de gordura para que elas peguem a gordura presente no sangue e
armazene-a. A consequência disso é o aumento do peso e o possível desenvolvimento de diabetes tipo II, provocada porque o pâncreas sofre danos nessa sobrecarga, perdendo a capacidade de produzir insulina o suficiente.
8 – Açúcar causa resistência ao hormônio leptina
Leptina é um hormônio secretado pelas células de gordura, logo,
quanto mais gordura, mais leptina será secretada. Ela funciona mandando
um comunicado ao cérebro de que já estamos satisfeitos e que podemos
parar de comer; também é responsável pelo aumento do gasto de energia.
Indivíduos obesos possuem muitas células gordurosas, logo produzem
muita leptina, certo? Sim. O problema é que nesses indivíduos, o
hormônio leptina não funciona!! – pelo menos da maneira que deveria.
A frutose é a grande responsável por essa disfunção conhecida como
tolerância a leptina e está estritamente ligada ao item anterior, pois
por conta da grande quantidade de insulina no sangue devido ao consumo
exagerado da frutose, há o bloqueio dos sinais enviados pela leptina. Em
consequência, o cérebro não sabe quando enviar o sinal para parar de comer, logo, come-se mais e mais.
Acredite, não há força de vontade para emagrecer que consiga combater
a sensação de fome constante provocada por essa resistência aos efeitos
da leptina. A única solução realmente efetiva é diminuir drasticamente o
consumo de açúcar.
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