Já diria o genial humorista Chico Anysio: "no Brasil se organizar dá merda". Nós não sabemos lidar com a lei de um modo frio e calculista. Somos tropicais demais, latinos demais. Não gosto da expressão 'jeitinho brasileiro', mas admito que esse tal jeitinho existe. E não é de todo mal, convenhamos.
Alguns casos devem ser analisados sob diversos prismas. Um exemplo disso é o caso da Portuguesa sendo condenada a perder 4 pontos (caindo assim para a Série B) por escalar um jogador de forma irregular. Seguindo-se a risca o que a lei diz isso está correto, mas e se formos além das letras?
A Lusa corria um risco de rebaixamento praticamente nulo. O jogador irregular entrou aos 39 minutos do 2º tempo. Esse jogador era o Héverton, que não é e nunca será um baita atleta, sem querer desrespeitar o profissional.
O mirrado clube lutou a temporada inteira e fez uma campanha interessante perante seu poder financeiro. Do outro lado o antigo campeão e tradicional Fluminense jogou de maneira pífia, acabando o certame entre os 4 últimos colocados.
Quem merece cair?
Acho que cairia bem misturar a organização com a sensibilidade. Um novo jeitinho brasileiro.
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