O que eu faço? Apenas escrevo. Solto palavras, liberto letras, faço sair das minhas veias a tinta que risca o papel ou até mesmo as luzes pixeladas na tela do computador. Formo prosa e poesia. Sem censura. O assunto só sei depois de finalizado. Metralhadora literal, tão rápida que mal entendo seu ritual.
Não me fale em regras gramaticais, pois tentarei quebra-las. Rebelde da língua. Comunista dos papiros. Anarquista da escrita.
Nessa arte só deve-se ouvir a alma. Pessoas tem interesses e vícios, almas são sempre puras. Saber sentir é saber ouvi-las. Grandes escritores não leem livros, leem almas.
O que eu faço? Eu registro sonhos em neo-pergaminho.

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