
Um novo dia dá o ar da graça. O Sol parece querer me abraçar calorosamente. Vou conferir no celular as horas e percebo ter 13 chamadas não atendidas. Todas elas realizadas pela Carol.
O que será agora?!
Banho-me para acordar de vez. Tomo um café da manhã. Só depois desse ritual é que resolvo retornar a ligação.
Apenas dois toques e:
-Alô.
-Carol, vi no celular que tu me ligou. O que queres?
Ela começa a chorar soluçantemente.
-Carol, onde tu está?
-Em casa...
-Estou indo aí.
E fui. Ela mora perto de onde estou. Apresso os passos e em poucos minutos já encontro-me na sua residência.
É então que conta-me estar mentindo sobre a gravidez. Sente-se sozinha e sempre foi apaixonada por mim. Só que durante a madrugada se arrependeu de ter inventado a história de um filho e pedia o meu perdão.
Dentro de mim pulsava ódio, amor, compaixão. Tudo isso em uma grande ebulição.
¿Hay perdón?
(Pablito, escritor boêmio cisplatino)
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