
“É capaz quem pensa que é capaz.”
O budismo é uma religião e filosofia fundamentada nos profundos ensinamentos de Buda que revela a verdadeira face da vida e do universo. Separar o sofrimento e alcançar o nirvana, um estado onde a paz e a plenitude é uma constante. Baseado em caridade, moralidade, paciência, perseverança, meditação e sabedoria, aspectos são estudados e trabalhados na vivência do budismo; uma vivência diária. Tenta-se condicionar a mente de maneira a levá-la à paz, sabedoria, alegria, serenidade e liberdade. O budismo tem por objetivo trabalhar o espiritual do homem, pois um espírito sadio significa um corpo saudável.
Não inclui a ideia de uma deidade — um Deus ou vários deuses; e pode ser dividido em dois grandes ramos: Theravada ("Doutrina dos Anciões") e Mahayana ("O Grande Veículo"). A tradição Theravada, que descende da escola Vibhajyavada do tronco Sthaviravada, é o mais antigo ramo do budismo. É bastante difundido nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já a segunda, Mahayana, é encontrada em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon. Em algumas classificações, a Vajrayana aparece como subcategoria de Mahayana, entretanto é reconhecida como um terceiro ramo.
As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas.
Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Jóias: O Buda (como seu mestre), o Dharma (os ensinamentos) e a Sangha (a comunidade budista) http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo - cite_note-8. Encontrar refúgio espiritual nas Três Jóias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânsc.; pāli: Bhikkhu) ou monja (sânsc.; pāli: Bhikkhuni).
As Quatro Verdades:
1- a vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar (dukkha), de uma forma ou outra;
2- o sofrimento é causado pelo desejo (trishna). Isso é, muitas vezes, expressado como um engano agarrado a um certo sentimento de existência, a individualidade, ou para coisas ou fenômenos que consideramos causadores da felicidade e infelicidade. O desejo também tem seu aspecto negativo;
3- o sofrimento acaba quando termina o desejo. Isso é conseguido através da eliminação da ilusão (maya), assim alcançamos um estado de libertação do iluminado (bodhi);
4- esse estado é conquistado através dos caminhos ensinados pelo Buda.
Ainda há dentro do budismo os conceitos de Carma: lei de causa e efeito; Renascimento; O ciclo de samsara; Sofrimento: causas e soluções; O Nobre Caminho Óctuplo; Caminho do Meio; A forma como as coisas são; Impermanência, sofrimento e não-eu; Originação dependente; Vazio; Especulações contra a existência direta na epistemologia budista; Escolas; Nirvana; Origens; Cosmologia, entre outros.
“Começou há 2600 anos atrás com Buda que se sentia muito angustiado com os problemas fundamentais do ser humano, a velhice, doença, morte... o sofrimento em si. E ele queria uma solução pra isso. Então Siddhart sentou-se para meditar durante sete dias. E quando nasceu a estrela da manhã, Buda despertou, de todas as ilusões. Ele então levantou-se e passou os 42 anos seguintes ensinando as pessoas a despertar.
Buda quer dizer desperto, aquele que acordou. Não é um salvador, não é um enviado divino, não é uma divindade, é um homem, como nós.” - Meihô Genshô, monge Zen budista.
“Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele.”
A história de Buda: Siddhart Gautama, nasceu no século VI a.C no norte da Índia, hoje conhecido como Nepal. Ele era um príncipe que, logo após seu nascimento, foi levado pelos seus pais ao templo para ser apresentado aos sacerdotes. Lá surgiu um senhor sábio que havia dedicado sua vida toda à meditação longe da cidade; ele tomou o menino em suas mãos e profetizou "este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus sofrimentos". Após essa profecia, os pais de Siddhart resolveram criar o filho superprotegido para que ele não optasse por estudos filosóficos como foi profetizado. Aos dezesseis anos, ele se casou com sua bela prima Yasodhara; desse relacionamento nasceu seu único filho, Rahula. Contudo, sempre se mostrou curioso com a vida fora dos portões do palácio, por fim, em um belo dia, decidiu descobrir o que havia do outro lado. Siddhart se chocou com a realidade de seu povo e, aos 29 anos, decidiu buscar uma solução para aquilo que afligia seu coração: o sofrimento humano. Abriu mão de sua família e foi em busca de uma resposta. Foi nesse caminho que ele se tornou Buda, o iluminado.
Fundou a doutrina budista, cujo principal conceito é de que as respostas do homem se encontram em seu interior.
Peculiaridades:
Tornar-se monge significa colocar os outros em primeiro lugar, e sua vida em segundo.
O raspar a cabeça, no caso de monjas, significa livra-se de todas as pretenções de ser bela. Não poderá mais usar perfumes, nem jóias.
A palavra zen é usada inadequadamente, transformou-se em sinônimo de serenidade e paz de si, “essa pessoa ta muito zen”. Mas o zen não é isso, por que há um momento que você precisa mostrar energia, precisa mostrar indignação. E os praticantes do Zen tem obrigação de saber usá-lo. E as histórias do Zen estão cheias de mestres fazendo coisas agressivas, jogando alunos porta afora, batendo em alunos para mostrar a eles naquele momento o que está acontecendo. O Zen budismo é um método de treinamento, acima de qualquer outra coisa.
A maioria das pessoas procura o Zen, ou um caminho espiritual, para resolver seus problemas, para resolver egoisticamente o que ele tem.
Há uma escola que enfatiza a meditação solitária em frente a parede para diminuir ao máximo os estímulos externos. Sentados e de olhos abertos (para não fantasiar, nem adormecer) e profundamente atento, tenta-se deixar a mente sem turbulência. Se ouve tudo em volta, mas não se deve cogitar julgar certo ou errado, bom ou ruim, nada. Devem estar simplesmente no aqui e agora. Esta é a prática da plenitude.
Yoga significa união de corpo e mente. A prática do Zen seria se conectar, você de verdade aqui e agora, a cada momento fluindo com a vida.
“O ego é necessário para transitarmos no mundo, aqui e agora. As identidades são necessárias, o problema, é que nós nos agarramos ao ego como se nós fossemos o ego, como se fossemos ele; Mas ele é uma roupa que nós vestimos para andar no mundo, e quando nós tiramos a roupa e penduramos no cabide, não dizemos: “Ali estou eu.”. Ali, é só uma roupa. É não se apegar o ego. Usa-lo como instrumento.
Nós temos continuidade no universo, mas este eu, é só uma concepção de uma mente funcionando.” - Meihô Genshô, monge Zen budista.
“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.”
Namu-Amida-Butsu
#NP: Om Mani Padme Hum
(Athena, uma alma de boas vibrações)
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