
Volta e meia ouço alguém proferir 'os jornais estão dando destaque para notícias idiotas'. Falastrões! O jornal nada mais é do que um reflexo da sociedade. É um produto, é trabalhado como uma lata de refrigerante que muda o seu desenho conforme a moda do seu público.
Nós, as pessoas, é que estamos dando destaque para as notícias idiotas. Nós é que comentamos muito mais a última Playboy do que os escândalos em uma nova CPI. Nós.
Porque? São tempos de entretenimento rápido, estamos na geração mega-fast-food. Tudo deve acontecer de modo correto, reto e muito rápido. Nos alimentamos com barras de cereais que parecem alpiste, bebemos uma Coca Light, corremos exatos 30 minutos em volta de uma praça cheia de árvores estrategicamente plantadas. Sem contar os WiFi que zunem nossa cabeça e nos tornam eternamente online.
Temos que freiar. Slow. Comer algo sem contar suas calorias. Correr se quiser correr. Desligar os eletrônicos. Tornar a vida menos programada e numérica. Assim nossa visão ficará mais apurada ao que realmente interessa: as pessoas.
Os jornais? Eles voltarão a estampar nossas necessidades se nós também percebermos elas.
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